Susto

' Como educadora, me sinto frustrada, afinal, ninguém nasce com problema de caráter', diz secretária que foi assaltada

Ainda abalada em função do susto de ter sido assaltada dentro de casa, a secretária de Educação, Silvana Guerino, conversou por telefone com a reportagem do Diário e revelou detalhes do que aconteceu. 

– Quando meu marido voltou à garagem para buscar o resto das
 compras, dois jovens, armados com um revólver, anunciaram o assalto e o prenderam dentro do carro. Antes deles invadirem a casa, eu já ouvi um barulho diferente, enquanto isso, minha filha rapidamente se trancou em um dos banheiros, enquanto meu filho tomava banho em outro – relata a secretária.

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Os assaltantes, que segundo Silvana não aparentavam ter mais que 18 anos, a chamaram de "tia" e anunciaram o assalto.

– Procurei manter a calma, falei que eles levassem o que eles quisessem e pedi que não agissem com violência, principalmente, em função de meus filhos estarem em casa – recorda.

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Assustados, os filhos notaram a movimentação diferente dentro de casa e gritaram por socorro. Visivelmente transtornados, os assaltantes agiram com rapidez e fugiram levando a carteira com dinheiro, documentos e cartões, além de outros pertences. Ninguém ficou ferido.

– Foi uma situação traumática, principalmente, para meus filhos. Apesar de não haver agressão física, é um abalo moral muito grande. Mas, infelizmente, essa violência é a consequência de um mundo desigual. Eu fui apenas mais uma vítima. Como educadora, me sinto frustrada, afinal, ninguém nasce com problema de caráter. Ninguém nasce violento. O mundo é que faz as pessoas assim – lamenta a educadora.

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A secretária revela que a rua em que reside, geralmente, é tranquila. Apenas uma vez, e há muitos anos, a casa de um vizinho havia sido assaltada. No assalto desta segunda-feira tudo ocorreu em poucos minutos devido uma distração de não ter fechado o portão da garagem.

– Nós erramos. Estávamos distraídos chegando do mercado e não fechamos a garagem. Foi tudo muito rápido. Tenho poucas lembranças sobre tudo o que aconteceu – diz Silvana.

A Polícia Civil trabalha para identificar os suspeitos.

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